“E as mulheres negras, como ficam?” Provocações à psicanálise sobre feminicídio a partir da interseccionalidade

Authors

  • Mariana Lütz Biazi Constructo Instituição Psicanalítica
  • Thalita Rodrigues

Keywords:

Femicide, psychoanalysis, violence against women, feminism, intersectionality

Abstract

Questionamos, neste artigo, os limites e potencialidades de leituras psicanalíticas para a compreensão do crime de feminicídio. Em uma perspectiva crítica e interseccional que indaga a metapsicologia, a partir do reconhecimento das experiências de mulheres negras, problematizamos proposições psicanalíticas sobre “o feminino”, evidenciando que: 1) leituras universais sobre mulheres tendem a excluir as especificidades de mulheres racializadas, como as mulheres negras; 2) a insistência em atrelar feminilidade e passividade é uma leitura que reifi ca binarismos de gênero e, portanto, não se alinha às proposições copernicanas. Concluímos ser importante atrelar a compreensão da sexualidade infantil, constitutiva do sexual, aos estudos políticos e sociológicos a fim de analisar devidamente os fenômenos sociais que constituem as subjetividades dos homens agressores e das mulheres agredidas.

Author Biographies

  • Mariana Lütz Biazi, Constructo Instituição Psicanalítica

    Psicóloga, psicanalista associada à Constructo Instituição Psicanalítica, membro da Comissão Editorial da Constructo Revista de Psicanálise, editora d’A Gazeta. Membro do grupo brasileiro Jean Laplanche. Coordenadora científica e supervisora do Espaço Criar – estudo e atendimento clínico psicanalítico.

  • Thalita Rodrigues

    Psicóloga social e psicanalista. Doutora e mestra em psicologia pela Universidade Federal de Minas Gerais.

Published

2026-10-23