Vicissitudes e destinos do Eu na teoria e na situação psicanalítica

Autores/as

Palabras clave:

Laplanche, Eu, Clínica, Teoria Tradutiva

Resumen

Os autores levantam questionamentos acerca da instância egoica, ressaltando a sua posição de ambiguidade na clínica psicanalítica e, consequentemente, na história da psicanálise. Apontam, assim, questões quanto às leituras que propõe a análise como o desmonte do Eu, assim como àquelas que propõem o seu fortalecimento, e procuram investigar outros matizes relevantes na forma de pensar sobre esta instância psíquica. Acompanham algumas oscilações quanto ao estatuto do Eu na teoria freudiana, as debatendo a partir de ideias de Jean Laplanche a respeito das origens do aparelho psíquico e da importância da alteridade na constituição da tópica psíquica, elucidando o lugar do Eu na teoria da sedução generalizada. Tal investigação sustenta a hipótese de que o relevo dado a constituição pulsional e alteritária do Eu permite que consideremos que as funções tradutivas e de organização psíquica desta instância precisam ser reinvestidas constantemente e que este é um dos papéis de um analista.

Publicado

2023-12-24